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Fumar provoca inúmeras alterações genéticas

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Fumar provoca inúmeras alterações genéticas

Um estudo realizado pelo Instituto “Wellcome Trust Sanger” dos Laboratórios Nacionais “Los Alamos” identificaramvários mecanismos pelos quais o tabagismo causa danos catastróficos no ADN. Os cientistas mostraram que um maço por dia provoca cerca de 150 mutações em células pulmonares.

 

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Este estudo analisou a sequência do ADN de células em mais de 5000 cancros e cerca de metade eram associados a fumadores e os restantes a não fumadores permitindo dessa forma que os investigadores comparassem as mutações entre os dois. As células cancerígenas de fumantes tendem a conter um maior número de mutações e substituições anormais no código genético. Um exemplo prático mostra que num ano um fumador poderia ser portador de 150 mutações nas células pulmonares, 90 mutações nas células da laringe e 39 na garganta (faringe).

 

Que tipo de pesquisa foi esta?

Este estudo genético teve como objetivo analisar as mutações de ADN encontradas em  diferentes tipos de células cancerígenas que estão associadas ao tabagismo. É de senso comum que fumar é prejudicial para a saúde. Há um estudo que mostra que o tabagismo está associado a 17 tipos diferentes de cancro provocando desta forma a morte de aproximadamente seis milhões de pessoas por ano pelo mundo. Em média, 60% dos produtos químicos do tabaco contém substâncias cancerígenas sendo que muitos deles provocammutações genéticas.

 

O que envolveu a pesquisa?

Foram examinadas sequências de ADN 5 243 emostras de células em cancros ligados ao tabagismo. As amostras incluiam cancros de pulmão, boca, garganta, fígado, rim, bexiga, pâncreas e cervical. Os cientistas concentraram-se na análise das posições particulares dentro da sequência de ADN dessas células onde ocorriam as mutações. Das amostras 2 490 eram fumadores e 1 062 não fumadores.

 

Quais foram os resultados básicos obtidos?

            Os investigadores descobriram que em fumadores existia um maior número de casos em que a sequência de ADN teria sido substituída em particular no pulmão, garganta, fígado e rim. Os fumadores tiveram um número maior de mutações dentro de certas assinaturas mutacionais do que os não fumantes. Por exemplo, a maioria dos cancros de pulmão e garganta de fumadores tinham muitas mutações de assinatura 4. Por outro lado, 13,8% dos não fumadores também mostraram muitas mutações de assinatura 4 sendo que os investigadores especulam que poderá advir do tabagismo passivo ou hábitos não relatados. Os investigadores passaram também a descrever outras assinaturas mutacionais individuais onde encontraram diferenças entre fumadores e não fumadores incluindo assinaturas 2,5,13 e 16.

 

"O genoma de cada cancro provêm de uma espécie de ‘registo arqueológico' no próprio código de ADN, das exposições que causaram as mutações que provocaram o cancro”

 

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            Após isso, os cientistas usaram essa informação para calcular o risco de acordo com a idade de uma pessoa que fuma 30 cigarros ou mais por dia desenvolvendo dessa forma cancros específicos. Por exemplo, um fumdor masculino teria 22 vezes mais probabilidade a desenvolver o tipo mais comum de cancro de pulmão e 13 vezes mais de desenvolver o cancro de laringe.

 

Como os pesquisadores interpretaram os resultados?

            Os cientistas concluíram que os resultados são consistentes e que comprovam que fumar provoca efetivamente cancro aumentando o risco de mutações encontradas no ADN.

Fontes:

http://www.nhs.uk/news/2016/11November/Pages/Smoking-causes-hundreds-of-genetic-mutations.aspx

https://www.newscientist.com/article/2111320-every-50-cigarettes-smoked-cause-one-dna-mutation-per-lung-cell/

 

 

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