Um email recebido... dúvidas sobre Quimeras - T...

Publicado em por

Um email recebido... dúvidas sobre Quimeras - Testes de ADN

Um email recebido... dúvidas sobre Quimeras - Testes de ADN

 

No seguimento de de um email de um nosso cliente, que não vamos identificar, pareceu-nos oportuno publicar as respostas que enviamos por email, visto que responde a potenciais dúvidas que poderão estar presentes nos nossos clientes.

O email do n/ cliente colocava as seguintes questões:

--

Caros Senhores/as,

Obrigado pelo vosso excelente servico.
 
Tenho apenas algumas questoes a colocar:
 
1 - Quanto tempo guardam as amostras enviadas?
2 - Ainda sera possivel - e ate quando - juntar uma outra amostra de um outro alegado pai? Pelo que entendi no vosso site, bastaria adquirir o Kit extra para um segundo alegado pai.
3 - E normal duas pessoas aleatorias - nao familiares - partilharem seis marcadores em exclusivo, ou dez(contando com os 4 que a mae possui)?
4 - O que me tem a dizer em relacao a potenciais quimeras? Tenho lido bastante acerca do assunto, inclusive este artigo no New York Times(em ingles): 
 
http://www.nytimes.com/2013/09/17/science/dna-double-take.html?_r=0
 
Esperamos que seja um artigo esclarecedor, principalmente quanto à pergunta 4.
 
17GENO2-articleLarge
 
A CódigoADN™
 
Bom dia Caro (...)
 
Obrigado pelo seu email.
Relativamente às suas questões.
 
1. As amostras são destruídas assim que o exame está completo e o relatório enviado para o cliente. Só ficámos em posse de amostras de ADN de testes que têm valor legal.
 
2. De facto pelo acima exposto já não é possível juntar, ou utilizar o Kit extra, visto que já não temos as amostras. Se pretender efetuar um novo teste, infelizmente, a recolha terá que ser feita em todos os indivíduos em teste.
 
3. Não entendemos muito bem a sua pergunta, principalmente a segunda parte que nos pergunta se pode partilhar Dez marcadores em comum a contar com os da mãe;
Primeiro permita-nos esclarecer que um marcador é constituído por 2 alelos, um maternal e um paternal, se o alelo pertence à mãe (alelo maternal), logo, não pode também ser um alelo paternal;
Em segundo gostaríamos de explicar que é normal dois indivíduos aleatórios partilharem ADN, até porque, o ser humano partilha a mesma matriz biológica, por isso é que todos temos um cabeça, dois braços, um nariz, dois olhos etc...
No seguimento do exposto e respondendo à sua pergunta, sim é normal duas pessoas aleatórias terem alguns marcadores de ADN em comum.
 
4. Relativamente a um dado individuo ter mais que um perfil de ADN, já é atualmente uma preocupação presente para os laboratórios forenses. Mesmo antes de se ter exposto na opinião pública que embriões se podiam juntar num só e herdar dois perfis de ADN.
 
Numa simples transfusão de sangue, transplante de medula óssea, transplante de um órgão, ou até mesmo quando uma mulher está grávida (tem dois perfis de ADN o seu e o ADN do feto), estas pessoas devem informar o laboratório a fim de se poder conduzir exames extras de provação, antes de serem sujeitos a testes forenses para averiguações de vínculos biológicos. 
 
Não podemos diminuir a validade/fiabilidade de um teste de ADN apenas porque existe uma possibilidade de mutação em certos indivíduos. Até ao momento esta é a prova mais definitiva para estabelecimento de vínculos biológicos. Claro que se nos perguntar diretamente se existe a possibilidade de um individuo ter dois perfis de ADN (teremos que lhe dizer que é muito pouco provável, mas sim, poderá haver casos em que de fato exista a fusão de dois embriões);
 
Repare que estas pessoas com dois perfis de ADN são casos raros, ao contrário do que se faz passar no artigo que nos indicou e quem o diz é a experiencia de milhões de testes de ADN realizados pelo nosso laboratório.
 
Para uma melhor compreensão vamos recorrer ao funcionamento do laboratório: 
 
Na maior parte dos casos de testes de paternidade a mãe participa no teste de paternidade, ora se isto fosse um caso assim frequente era normal quando se entrasse na primeira fase do teste de paternidade, comparação do ADN da criança com o ADN maternal chegássemos à conclusão que afinal a mulher que submeteu o ADN não era a mãe da criança, porque afinal a senhora tinha dois perfis de ADN, ou até mesmo a criança tinha dois perfis de ADN, repare que existe a possibilidade dos dois lados de teste falhar, tanto da mãe como da criança.
 
Ora estamos em condições de lhe garantir que tal não se sucede, mais podemos garantir-lhe que em Portugal milhares de testes já foram conduzidos pelo nosso laboratório e nunca aconteceu tal fato, ou seja o ADN da mãe biológica não ser coincidente com o ADN da criança, porque algum dos elementos tinha dois perfis de ADN presentes.
 
Disponiveis para qualquer outro esclarecimento,
 
Atentamente,
CódigoADN

 

Comentários: 0

Apenas os utilizadores registados podem enviar comentários.
Iniciar uma sessão e enviar comentário Registar agora