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20 formas de como o ADN mudou o mundo

20 formas de como o ADN mudou o mundo

Fonte: http://www.independent.co.uk/news/science/23-ways-that-dna-changed-the-world-5352712.html 

O ADN humano carrega um conjunto de instruções para fazer de uma pessoa completa apartir de um único ovo fertilizado. Após que James Watson e Francis Crick revelaram a sua estrutura foram-se sucedendo inúmeros acontecimentos significativos para o avanço da ciência. 

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Abaixo estão listados 20 desses acontecimentos: 

 

  1. A forma como as coisas vem 

A imagem de duas cordas entrelaçadas de DNA envolvidas em torno de um eixo central para formar uma dupla hélice ligeiramente curvada. É esta estrutura que é um dos ícones mais poderosos do século XX. Watson e Crick sentiram que a dupla hélice era tão simples que tinha de ser correta, enquanto sua simetria enigmática fez uma poderosa previsão sobre como a informação genética armazenada e transmitida de uma geração para a geração seguinte. 

 

  1. Explicar os genes 

Durante alguns séculos, filósofos importantes refletiram sobre a herança genética e como uma pessoa poderia ser de dois pais. estrutura do ADN explicou como a unidade fundamental da herança - o gene - funciona e como é replicado de uma célula para a próxima e de uma geração para outra. Após esse conhecimento da base moleclar do gene, os cientistas conseguiram perceber como ele poderia ser danificado e porque essas “mutações” poderiam ser causas de doenças ou a traços benéficos que poderiam contribuir para uma evolução científica. 

 

  1. Compreender doenças hereditárias 

Uma das primeiras doenças hereditárias a ser desvendada ao nível de ADN foi a anemia falciforme, uma doença sanguínea que afeta principalmente africanos e nativos da região do Mediterrâneo. Uma única mutação no gene para a hemoglobina da proteína sanguínea pode afetar sua capacidade de transportar oxigênio pelo corpo inteiro. Pessoas que herdam duas cópias da mesma mutação, uma de cada pai, têm sintomas graves. No entanto, aqueles que herdam apenas uma cópia da mutação não sofrem muito com a doença. Esta descoberta revelou aos cientistas  muito sobre a evolução e como as mutações podem aumentar para níveis relativamente altos dentro de uma população. 

 

  1. Curar doenças hereditárias 

Percebendo como um gene pode ter efeitos nocivos, os cientistas conseguem descobrir formas para eliminar essa nocividade. Em abril de 2002, Rhys Evans tornou-se a primeira criança na Grã-Bretanha a ser curada de uma doença hereditária como resultado da terapia genética, que envolve a "reparação" de um gene defeituoso, aumentando-o com uma versão saudável. Rhys herdara de sua mãe um gene Gamma C defeituoso, isso significava que seu sistema imunológico não funcionavaEle passara a vida dentro de uma "bolha" estéril. Após isso, uma transfusão de sangue contendo as suas próprias células geneticamente modificadas corrigiu o defeito e permitiu que o jovem de 18 meses se tornasse numa criança saudável. 

 

  1. Prever doenças hereditárias 

Alguns distúrbios são causados por vários defeitos. O cancro é o exemplo mais comum: é causado por um conjunto de mudanças celulares desencadeadas por uma série de mutações. Contudo, por vezes o cancro pode resultar em um defeito apenas num gene que é transmitido numa família, como o BRAC1 e BRAC2. Essa compreensao levou ao desenvolvimento de testes de cancro da mama para mulheres cujas famílias carregavam o gene. 

 

 

  1. Defender a justiça 

Em 1988, Colin Pitchfork foi condenado à morte pelo assassinato de uma aluna, Dawn Ashworth, após se ter tornado o primeiro assassino a ter seu DNA combinado com o de uma amostra de tecido na cena de um crime. O que foi menos percetivel foi as impressões digitais de ADN, que foram também usadas num outro outro suspeito que já confessara o mesmo assassinato. O teste provou que a confissão era falsa. As impressões digitais de ADN revolucionaram as investigações criminais e ajudaram a proteger os inocentes, bem como a condenar os culpados. 

 

  1. A vida de cão 

Os testes de ADN são usados para confirmar os pedigrees de cães e gatos, cavalos de corrida e gado. Eles podem estabelecer a identidade de ovos de aves recolhidos ilegalmente e os couros de espécies protegidas. 

 

  1. De onde viemos 

A análise de ADN apoia-se na visão de que os primeiros humanos se mudaram para fora de África há menos de 100 mil anos para colonizar o mundo. Vestígios de ADN mostraram que os primeiros agricultores migraram para oeste a partir do Médio Oriente em toda a Europa.  

Testes de ADN em ossos antigos mostraram que o homem neandertal e os seres humanos modernos não estão intimamente relacionados. Os cientistas acreditam agora que os neandertais, que viveram ao lado de seres humanos modernos por milhares de anos, nunca se cruzara. Testes de ADN em pessoas vivas revelaram outras origens étnicas e ancestrais que foram perdidas ao longo do tempo. Os ancestrais de muitas mulheres islandesas vieram da Irlanda e não da Noruega. Muitos homens afro-caribenhos britânicos herdaram os seus cromossomas Y masculinos de antepassados brancos que estavam vivos na época do tráfico de escravos. 

 

  1. Múmias egípcias e czares russos 

Alguns testes de ADN realizados em membros da família real britânica ajudaram a confirmar que restos humanos estariam enterrados num poço na Rússia que eram os do czar Nicolau II e sua família que teriam sido executados em 1918 por oficiais soviéticos no porão de uma casa em Ekaterinburg. Os arqueólogos usam testes de ADN para estabelecer as relações familiares de outras pessoas há muito tempo mortas, de faraós egípcios aos restos mumificados da nobreza maia e inca. 

 

  1. O mito da raça 

A análise de ADN tem dado estereótipos raciais, uma vez que se pode chegar a um nível molecular. O conceito biológico de raça começa a parecer sem sentido. Quando os cientistas estudaram o ADN de judeus e árabes israelitas - dois grupos culturalmente separados por religião e etnia - descobriram uma afinidade genética que só poderia ser explicada por uma relação estreita no passado. De facto, o ADN humano mostra uma variação surpreendentemente pequena entre as raças. A semelhança de sequências de ADN em todo o mundo indica que a espécie humana passou por um "gargalo genético", resultante do número relativamente pequeno de pessoas que inicialmente migraram para fora da África. 

 

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  1. Medicamentos  

A proteína fator 8 é um número de agentes de coagulação, que ocorrem naturalmente no sangue de uma pessoa saudável, que os impede de sangrar até morrer quando se cortarem ou ferirem. Há vinte anos, os hemofílicos - que não têm a proteína devido a um gene defeituoso - dependiam de transfusões de fator 8 de doadores de sangue. Como resultado existiram muitas infecções virais contraídas como hepatite e HIV de doadores contaminados. Agora é possível fazer artificialmente Factor 8 livre de vírus, utilizando micróbios geneticamente modificados. Outros medicamentos geneticamente modificados, como insulina e hormonas de crescimento humano, também livraram pacientes do espectro da contaminação. 

 

 

  1. Oncogénese 

Na década de 1980, um rato geneticamente modificado com um gene causador de cancro  tornou-se a primeira criatura viva a ser discutido da luta amarga sobre os direitos e os erros de patenteamento de animais. A oncogénese era importante para a ciência porque estava geneticamente predeterminado para desenvolver cancro - e qualquer coisa que atrasasse ou impedisse esse destino poderia ser útil para tratamentos anti-cancerigenos 

 

  1. Alimentação 

As primeiras eperiências com culturas geneticamente modificadas ocorreram nos anos 80. Desde então, a manipulação do ADN permitiu aos cientistas inserir genes em plantas que conferem resistência a pragas e herbicidas, bem como melhorar o conteúdo nutricional de culturas básicas - como o arroz enriquecido com beta-caroteno. A América e a China estão a plantar milhares de quilómetros quadrados de terra com culturas transgénicas, mas a Europa ainda se está a questionar se esta é uma revolução agrícola 

 

  1. A morte manufaturada 

Um exemplo extremo de engenharia genética é a manipulação de um micróbio mortal para torná-lo ainda mais infecioso ou tóxico para os seres humanos. O vírus causou paralisia e morte quando injetado em ratos domésticos.

 

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  1. Atrasar o envelhecimento 

Entender a natureza do ADN tem lançado luz sobre o processo de envelhecimento. Alguns genes são conhecidos por prolongar a longevidade das moscas da fruta, pr exemplo. Em 1984, os cientistas descobriram que a enzima telomerase, que reconstrói as pontas dos cromossomas, pode prolongar a vida de células individuais. 

 

  1. Um mega golpe 

Uma abordagem radical da imunização é injetar o ADN bruto diretamente nos pacientes. As vacinas de ADN poderiam imunizar as pessoas contra uma série de infeções simultaneamente com apenas umgolpe. 

 

  1. O fim do livre-arbitrio? 

Em 1994, o americano Stephen Mobley foi condenado à morte, mas os seus advogados defenderam a clemência, alegando que ele era de uma família criminosa e, evidentemente, herdara uma predisposição genética à violência. Cientistas mostraram também que os rapazes fisicamente abusados são mais propensos a crescer em homens anti-sociais e violentos, se eles também herdaram uma determinada versão de um gene no cromossoma X. O ADN reabriu mais do que o antigo debate da natureza  da criação. 

 

  1. O campo ético 

A descoberta da natureza de herança apresentou à sociedade um conjunto totalmente novo de dilemas éticos. Os jovens devem ser informados de que herdaram o gene da doença de Huntington, que os atingirá na meia-idade com um transtorno mental letal e debilitante que não tem cura? As companhias de seguros têm o direito de aceder a essas informações? Os pais devem ser capazes de escolher o sexo dos seus bebés com base num teste de ADN? Por que as famílias não deveriam ser capazes de alterar os genes de ovos ou esperma para livrar seus filhos de distúrbios genéticos? São todas estas questões éticas que tem surgindo. 

 

  1. Mania do filme 

Hollywood teve muita popularidade e sucesso com as possibilidades inerentes ao ADN. Jurassic Park abordou a possibilidade de trazer os dinossauros de volta à vida, recuperando o seu ADN preservado em mosquitos fossilizados, por exemplo. 

 

  1. Validação de Darwin 

Todos os animais e plantas partilham do mesmo código de ADN. Conhecer essa estrutura  e como ela codifica a informação genética demonstrou que a vida na Terra tem uma origem comum. Com efeito, provou que Charles Darwin estava certo quando sugeriu que as espécies são descendentes de um antepassado comum. Mesmo que exista vida extraterrestre, é altamente improvável usar exatamente o mesmo tipo de ADN, que é, com toda a probabilidade, exclusivo da Terra. 

 

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Atenção: Consulte sempre fontes independentes. Se detetar algum erro ou alguma imprecisão no decorrer da leitura, por favor envie-nos um email para info@codigoadn.pt com o relato.

 

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